Rastreamento Termográfico de Vírus e Detecção de Febre Ebola

 

Recentemente foi vinculado a imprensa reportagem referente a mulher que descobriu câncer de mama ao se expor em frente a câmera termográfica durante visitação de uma atração turística em um museu.

Esta reportagem tem sido utilizada e replicada de forma inadequada por algumas clínicas com exíguo conhecimento básico em Termologia e empresas de venda de aparelhos termográficos para divulgar o exame de termografia de mama.

Primeiramente, é importante esclarecer que termografia não realiza diagnóstico de câncer de mama, como deixa a entender a reportagem, e sim alterações vasculares que podem ter relação com maior ou menor risco de doenças mamárias, tanto benignas quanto malignas. A termografia não substitui a triagem tradicional do câncer com mamografia ou demais exames1,2. Ela não resolve o problema do diagnóstico do câncer isoladamente sem apoio de um exame anatômico para realização de biópsia quando necessário. Não é método de tratamento, tampouco pode ser considerado alternativo a mamografia e demais exames. Deve-se deixar claro ao paciente que a termografia não substitui a mamografia e demais exames, por assinatura de termo de consentimento. Também é obrigatório estar escrito no laudo que não substitui a mamografia e demais exames e que faz parte da extensão da consulta médica.

Também não se trata de algo tão simples de visualizar no qual aparece na imagem da reportagem. As alterações vasculares são muito sutis nas lesões precoces, e identificar precocemente é o grande objetivo do rastreamento do câncer de mama. Devido ao risco de dano contra pacientes por indivíduos sem a necessária qualificação, a responsabilidade deste tipo de avaliação oncológica e pelo fato de envolver risco de integridade e sequelas a vida da paciente por potencial atraso diagnóstico, o exame termográfico, mesmo que seja apenas relacionado à avaliação de risco de câncer, deve ser realizado e supervisionado somente por médicos especializados e em ambiente médico como orientado pela ABRATERM, e não em museus ou espaços sem supervisão médica. O médico deve saber guiar o acompanhamento com outros exames, fazer a palpação das mamas e das cadeias linfonodais conforme prática médica recomendada, e no caso de confirmação diagnóstica por biópsia e cirurgia possa depois, se indicado, saber fazer o devido monitoramento pós-cirúrgico termográfico a longo prazo. A realização do exame termográfico sem estes itens ou fora de ambiente médico configurará má prática médica, exercício ilegal da medicina e atividade imbuída de mentalidade mercantilista. Devido a responsabilidade deste tipo de avaliação e risco a paciente, o exame termográfico de mama deve ser realizado por médico especializado em ambiente médico, pois entre um acompanhamento e outro pode haver o desenvolvimento do tumor, mesmo que o resultado termográfico ou de outros exames anteriores termográficos ou não, sejam negativos. Portanto, a termografia de mamas deve ser realizada apenas por médico como uma extensão de sua avaliação clínica e em ambiente médico, para evitar o atraso na conduta definitiva para solução do caso e porque são profissionais habilitados para tratar eventuais complicações oriundas de tais procedimentos diagnóstico e de rastreamento3,4,5,6. Casos de profissionais não habilitados e não médicos já resultaram em processos legais nos EUA e outros países contra estas pessoas1. Lembramos que no Brasil, a prática de exercício ilegal da medicina também é prevista no nosso código Penal. Permitir que profissionais que não tenham a devida habilitação e autorização legal para a execução de procedimentos diagnósticos e de avaliação de risco oncológico que pode resultar em procedimentos invasivos ou no seu atraso, é colocar em risco a saúde e integridade física da população.

A termometria cutânea por termografia consta na Tabela de Procedimentos Médicos da Associação Médica Brasileira/AMB (39.01.007-4) e Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos/CBHPM (41.50.11.36), complementando o exame clínico, portanto, parte integrante do diagnóstico médico em diversas síndromes14. A termografia médica é aprovada pelo FDA para o rastreamento do câncer de mama, mas apenas quando utilizada como teste primário em conjunto com exames anatômicos, como a mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética. Apesar de algumas controvérsias mais recentes, mamografia é ainda considerada padrão-ouro para rastreamento do câncer de mama. Mas não é suficientemente capaz de identificar 100% dos tumores, principalmente em mamas densas.

Mas apesar disto, alguns profissionais, muitos não médicos, especialmente quiropráticos contrariam o posicionamento das agências de regulamentação dos EUA e de outros países argumentando que ninguém precisa de uma mamografia e que a termografia de mamas independentemente é suficiente para o diagnóstico precoce1,2. Estes profissionais contribuem para prática de atos lesivos contra pacientes e contra a reputação de médicos termologistas distribuindo massivamente material impresso e nas redes sociais anunciando a termografia como um meio alternativo a mamografia, eficiente na detecção de câncer destacando de forma irresponsável suas vantagens como meio não radioativo, sem contato, sem contrate. Muitas das vezes com apoio ilícito de fabricantes e distribuidores de câmeras termográficas com fins de venda de aparelhos termográficos. Estes profissionais costumam também propagarem esta conduta negligente e irresponsável em cursos, simpósios e outros eventos de saúde para defender suas argumentações até o momento pseudocientíficas. Muitos outros profissionais de saúde médicos e não médicos, e até mesmo leigos, de forma precipitada e imprudente acabam também compartilhando “que existe uma alternativa à mamografia que é muito mais eficiente na detecção do câncer” com amigos e familiares, sem saber o mal que podem estar provocando na população desconhecedora do tema1,2. As pessoas acreditam e acabam não fazendo o exame anatômico para o diagnóstico definitivo. Para alguns pacientes nos EUA e outros países o exame de termografia isoladamente realizado por não médico foi devastador. Familiares destas pacientes que tiveram o diagnóstico atrasado, fizeram quimioterapia e cirurgias mais agressivas, alguns evoluíram a incapacidades física devida sequela de metástases e outros a óbito, processaram estes profissionais por má prática, negligencia, imprudência, imperícia e exercício ilegal da medicina1.

O inciso III, do art.4º, da Lei 12.842/2013, assim dispõe:
“Art. 4º São atividades privativas do médico: (…) III – indicação da execução e execução de procedimentos invasivos, sejam diagnósticos, terapêuticos ou estéticos, incluindo os acessos vasculares profundos, as biópsias e as endoscopias;
A prática de diagnóstico médico fora deste contexto é caracterizada juridicamente por exercício ilegal da Medicina. Diversos outros profissionais que não são médicos, i.e., sem graduação em Medicina, podem ser denunciados quando da execução de atos que são privativos dos médicos, procedimentos diagnósticos restritos ao exercício da Medicina, isto é, de responsabilidade médica (p.ex. diagnóstico de câncer, lesão etc) (falsos médicos, código penal pena de 2 anos).8

Como a termografia de mama também implica na continuidade, ou potencial risco de atraso, na investigação de doença maligna, mesmo quando acompanhado por exame anatômico como qualquer outro exame médico, é assim possível concluir que apenas o médico é profissional legalmente habilitado para a realização de diagnóstico que envolva procedimentos invasivos, sejam diagnósticos, terapêuticos ou estéticos, como biópsia, mastectomia ou mamoplastia, incluindo também os acessos vasculares profundos e endoscopias para tratamento oncológico.

O sensacionalismo quanto a divulgação da termografia no diagnóstico do câncer de mama já foi chamada atenção por diversos órgãos de saúde e pela ABRATERM em outros pareceres. Esta recente reportagem não serve de exemplo para as clínicas que querem divulgar um trabalho realmente sério sobre termografia de mamas, isto é, sem assustar as pacientes, sem criar cancerofobia, mentalidade mercantilista, sem cair no popular e na crença pseudocientífica ou fantasia folclórica. Estará se criando um distanciamento da ciência. Se não tratarmos este assunto com seriedade, a sociedade nem a comunidade científica vão considerar de analisar a termografia como meio que realmente pode ser melhor estudado e utilizado para apoio no rastreamento e avaliação de risco do câncer de mama. A ABRATERM zela pelo perfeito desempenho ético da Medicina e pelo prestígio e bom conceito da profissão e dos que a exercem legalmente. A publicidade médica deve obedecer exclusivamente a princípios éticos de orientação educativa, não sendo comparável à publicidade de produtos e práticas meramente comerciais. Portanto, é contrária a indução de confusão, anúncio de propaganda enganosa de qualquer natureza e de matérias desprovidas de base científica ou com sensacionalismo tampouco vinculação pública de informações que causem intranquilidade à sociedade.

É vedado ao médico: Art. 112- Divulgar informação sobre o assunto médico de forma sensacionalista, promocional ou de conteúdo inverídico.

 


(1) Breast cancer survivor shares cautionary tale of relying solely on thermography 

(2) Brioschi ML, Balbinot LF, Dalmaso Neto C. Termografia: Responsabilidade Profissional e Publicidade , Pan American Journal of Medical Thermology: v. 3 (2016): PAJMT 

(3) Brioschi ML, Balbinot LF, Dalmaso Neto C. Níveis de treinamento em Termografia para Profissionais da Saúde , Pan American Journal of Medical Thermology: v. 5 (2018): PAJMT 

(4) Se não for realizado por profissionais médicos habilitados, o exame diagnóstico de termografia pode trazer graves complicações. 

(5) Termografia por diversos outros profissionais que não médicos

(6) Nota de Pesar e Esclarecimento à Sociedade 

(7) Como saber se um laudo de termografia é de boa qualidade?

(8) Atuação em termografia na área de saúde: Atos diagnósticos

(9) ML Brioschi. Diagnóstico Precoce de Câncer de Mama não tem Clínica: Estudo combinado por Termografia Pan American Journal of Medical Thermology: v. 3 (2016): PAJMT.

(10) Souza GA, Brioschi ML, Vargas JV, Morais KC, Dalmaso Neto C, Neves EB. Reference breast temperature: proposal of an equation. Einstein (Sao Paulo). 2015 Oct-Dec;13(4):518-24. doi: 10.1590/S1679-45082015AO3392.

(11) K.C.C. Morais, J.V.C. Vargas, G.G. Reisemberger, F.N.P. Freitas, S.H. Oliari, M.L. Brioschi, M.H. Louveira, C. Spautz, F.G. Dias, P. Gasperin Jr., V.M. Budel, R.A.G. Cordeiro, A.P.P. Schittini, C.D. Neto. An infrared image based methodology for breast lesions screening Infrared Physics & Technology, Volume 76, May 2016, Pages 710-721

(12) Medo da mamografia?

(13) Limites éticos do fisioterapeuta na prática da Termografia considerações da ABRATERM/Comitê de Fisioterapia 

(14) Termometria Cutânea – Envio de resultado de exame por internet. PARECER Nº 1931/2008 CRM-PR. PROCESSO CONSULTA N. º 51/2008– PROTOCOLO N.º 6018/2008 

A termografia de mamas é um tipo de triagem por imagem infravermelha utilizado para detectar padrões anormais de emissão térmica da pele, mapeando estas áreas por meio de imagens coloridas. É utilizado para avaliar o fluxo sanguíneo. Ela é um método complementar de avaliação de risco por identificar atividade vascular anormal precursora do câncer de mama, sem exposição à radiação1.

Porém, a termografia não substitui a triagem tradicional do câncer com mamografia ou demais exames2. Ela não resolve o problema do diagnóstico do câncer isoladamente sem apoio de um exame anatômico para realização de biópsia quando necessário. Somente com a informação do exame anatômico é possível realizar biópsia e realmente confirmar a presença de câncer quando for o caso. Isto é, a investigação deve ser continuada nos casos suspeitos12. Não é método de tratamento, tampouco pode ser considerado alternativo a mamografia e demais exames. Deve-se deixar claro ao paciente que a termografia não substitui a mamografia e demais exames, por assinatura de termo de consentimento. Também é obrigatório estar escrito no laudo que não substitui a mamografia e demais exames e que faz parte da extensão da consulta médica.

O exame termográfico normal não exclui totalmente a possibilidade de haver um câncer, mesmo que em estágio avançado e agressivo em 1% dos casos, segundo literatura. Bem como, o exame termográfico positivo, não significa que esteja relacionado a um tumor maligno. Portanto, sempre deve ser complementado com outros exames e se necessário quando estes resultarem negativos, o acompanhamento médico obrigatório deve ser recomendado de acordo com a intensidade termográfica identificada. A termografia isolada anormal, sem outros exames alterados, pode ser um dado importante para avaliação de risco para desenvolver um tecido agressivo e identificação precoce se seguida com os demais exames anatômicos segundo literatura9,10,11,12. Porém, até o momento, apesar de ser indicado orientações médicas, mudanças nutricionais e de hábitos de vida para diminuir o efeito de fatores de risco, não existe nem um meio efetivo comprovado que possa impedir completamente o aparecimento do câncer. A termografia não previne câncer de mama. Assim como os outros exames ela pode auxiliar na detecção precoce do tumor.

Devido ao risco de dano contra pacientes por indivíduos sem a necessária qualificação, a responsabilidade deste tipo de avaliação oncológica e pelo fato de envolver risco de integridade e sequelas a vida da paciente por potencial atraso diagnóstico, o exame termográfico, mesmo que seja apenas relacionado à avaliação de risco de câncer, deve ser realizado e supervisionado somente por médicos especializados como orientado pela ABRATERM3,4,5,6,13. O médico deve saber guiar o acompanhamento com outros exames, fazer a palpação das mamas e de cadeias linfonodais conforte prática médica recomendada, e no caso de confirmação diagnóstica por biópsia e cirurgia possa depois se indicado também fazer o devido monitoramento pós-cirúrgico termográfico a longo prazo3,4,5,6,13. A realização do exame termográfico sem estes itens configurará má prática médica e atividade imbuída de mentalidade mercantilista. Devido a responsabilidade deste tipo de avaliação e risco a paciente, o exame termográfico de mama deve ser realizado por médico especializado, pois entre um acompanhamento e outro pode haver o desenvolvimento do tumor, mesmo que o resultado termográfico ou de outros exames anteriores sejam negativos. Portanto, a termografia de mamas deve ser realizada apenas por médico para evitar o atraso na conduta definitiva para solução do caso e porque são profissionais habilitados para tratar as eventuais complicações oriundas de tais procedimentos diagnóstico e de rastreamento3,4,5,6. Casos de profissionais não habilitados e não médicos resultaram em processos legais nos EUA e outros países contra estas pessoas1. Lembramos que no Brasil a prática de exercício ilegal da medicina também é prevista no nosso código Penal. Permitir que profissionais que não tenham a devida habilitação e autorização legal para a execução de procedimentos diagnósticos e de avaliação de risco oncológico que pode resultar em procedimentos invasivos ou no seu atraso, é colocar em risco a saúde e integridade física da população.

Há inúmeras doenças mamárias que devem ser identificadas antes da realização de qualquer procedimento de biópsia, o que só pode ser rastreado, monitorado e diagnosticado por médico habilitado e conhecedor na condução clínica de outros meios diagnósticos complementares.

O exame de termografia de mama deve ser seguido de laudo descritivo qualitativo e quantitativo, e assinado pelo médico especializado em termologia conforme preconizado pela ABRATERM 3,4,5,6,7. Quando indicado deve constar se há alterações significativas e orientar a paciente para complementação diagnóstica com mamografia e/ou ultrassonografia, bem como o tempo necessário para exame comparativo caso os exames anatômicos resultem negativos ou indeterminados. Desta forma, orientando e sensibilizando a avaliação clínica médica. A falta do retorno do paciente para exame termográfico comparativo ou realização dos exames anatômicos complementares quando necessário e indicada no laudo, configura abandono do acompanhamento/tratamento e não pode ser imputada a responsabilidade do médico por não ter como controlar esta decisão do paciente. O mesmo vale quando o paciente por algum motivo encontra dificuldade para conseguir uma consulta para mamografia, biópsia ou outro tipo de diagnóstico e tratamento que atrase o seu diagnóstico de câncer.

A termometria cutânea por termografia consta na Tabela de Procedimentos Médicos da Associação Médica Brasileira/AMB (39.01.007-4) e Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos/CBHPM (41.50.11.36), complementando o exame clínico, portanto, parte integrante do diagnóstico médico em diversas síndromes14. A termografia médica é aprovada pelo FDA para o rastreamento do câncer de mama, mas apenas quando utilizada como teste primário em conjunto com exames anatômicos, como a mamografia. Apesar de algumas controvérsias mais recentes, mamografia é ainda considerada padrão-ouro para rastreamento do câncer de mama. Mas não é suficientemente capaz de identificar 100% dos tumores, principalmente em mamas densas.

Estas orientações são semelhantes as orientações quanto ao rastreamento mamográfico bem como as complementações com ultrassonografia e ressonância magnética. Não há nenhum método isolado que identifique 100% dos tumores de mama. Segundo literatura, a avaliação combinada é o método mais eficaz para detecção precoce.

Segundo FDA, pacientes submetidos a apenas ao exame de termografia não terão certeza dos resultados quanto a malignidade dos mesmos. Em 2017, o FDA salientou que a termografia isoladamente não é eficaz como exame para triagem do câncer de mama, câncer oculto ou o diagnóstico de tumores em fase inicial. Reforçando assim as orientações da American Cancer Society, American College of Radiology e da Society of Breast Imaging. A termografia é um exame adjuvante e complementar a avaliação clínica, e deve ser sempre utilizado em conjunto com demais exames anatômicos.

Mas apesar disto, alguns profissionais, muitos não médicos, especialmente quiropráticos contrariam o posicionamento das agências de regulamentação dos EUA e de outros países argumentando que ninguém precisa de uma mamografia e que a termografia de mamas independentemente é suficiente para o diagnóstico precoce1,2. Estes profissionais contribuem para prática de atos lesivos contra pacientes e contra a reputação de médicos termologistas distribuindo massivamente material impresso e nas redes sociais anunciando a termografia como um meio alternativo a mamografia, eficiente na detecção de câncer destacando de forma irresponsável suas vantagens como meio não radioativo, sem contato, sem contrate. Muitas das vezes com apoio ilícito de fabricantes e distribuidores de câmeras termográficas com fins de venda de aparelhos termográficos. Estes profissionais costumam também propagarem esta conduta negligente e irresponsável em cursos, simpósios e outros eventos de saúde para defender suas argumentações até o momento pseudocientíficas. Muitos outros profissionais de saúde médicos e não médicos, e até mesmo leigos, de forma precipitada e imprudente acabam também compartilhando “que existe uma alternativa à mamografia que é muito mais eficiente na detecção do câncer” com amigos e familiares, sem saber o mal que podem estar provocando na população desconhecedora do tema1,2. As pessoas acreditam e acabam não fazendo o exame anatômico para o diagnóstico definitivo. Para alguns pacientes nos EUA e outros países o exame de termografia isoladamente realizado por não médico foi devastador. Familiares destas pacientes que tiveram o diagnóstico atrasado, fizeram quimioterapia e cirurgias mais agressivas, alguns evoluíram a incapacidades física devida sequela de metástases e outros a óbito, processaram estes profissionais por má prática, negligencia, imprudência, imperícia e exercício ilegal da medicina1.

Com a entrada em vigor da Lei 12.842/2013, que dispõe sobre o exercício da medicina, qualquer dúvida acerca dos atos que podem ser realizados por profissionais médicos foi dirimida, eis que foram estabelecidos os atos privativos da atuação dos médicos.

O inciso III, do art.4º, da Lei 12.842/2013, assim dispõe:

“Art. 4º São atividades privativas do médico: (…) III – indicação da execução e execução de procedimentos invasivos, sejam diagnósticos, terapêuticos ou estéticos, incluindo os acessos vasculares profundos, as biópsias e as endoscopias;

A prática de diagnóstico médico fora deste contexto é caracterizada juridicamente por exercício ilegal da Medicina. Diversos outros profissionais que não são médicos, i.e., sem graduação em Medicina, podem ser denunciados quando da execução de atos que são privativos dos médicos, procedimentos diagnósticos restritos ao exercício da Medicina, isto é, de responsabilidade médica (p.ex. diagnóstico de câncer, lesão etc) (falsos médicos, código penal pena de 2 anos).8

Como a termografia de mama também implica na continuidade, ou potencial risco de atraso, na investigação de doença maligna, mesmo quando acompanhado por exame anatômico como qualquer outro exame médico, é assim possível concluir que apenas o médico é profissional legalmente habilitado para a realização de diagnóstico que envolva procedimentos invasivos, sejam diagnósticos, terapêuticos ou estéticos, como biópsia, mastectomia ou mamoplastia, incluindo também os acessos vasculares profundos e endoscopias para tratamento oncológico.

As mulheres não devem ter medo de se cuidarem, especialmente quando se trata de tumor de mama que é prevalente na população mundial. Elas devem sim, procurar meios para manter sob vigilância sua saúde de forma segura, e se manterem proativas nesses cuidados, com o auxílio do especialista sem medo de postergar sua avaliação médica. Quanto mais cedo o câncer for detectado, melhores são as chances para tratamentos menos agressivos e a sobrevida12. A termografia de mamas em si não é o problema, e sim a forma antiética e não profissional como alguns não especialistas a utilizam e a divulgam na mídia com fins muitas vezes comerciais. A termografia é um exame com grande capacidade semiológica de auxílio ao médico na avaliação do risco de câncer e pode ajudar na detecção precoce com ajuda dos exames tradicionais9,10,11. Torna-se imperativo, ético e legal, a utilização de métodos de documentação diagnóstica que apoiam a avaliação clínica e rastreamento para diagnóstico precoce, como termografia de mamas para que não se incorra em questões judiciais e periciais que outros exames também incidem potencial de risco. É fundamental conhecer e empregar todos os recursos cientificamente disponíveis para o diagnóstico, tratamento e prognóstico das enfermidades da mama, em especial as relacionadas ao seu câncer, evitando-se de navegar ao longo da imperícia, distanciando-se da negligência e colocando em seu labor prudência constante.

(1) Breast cancer survivor shares cautionary tale of relying solely on thermography 

(2) Brioschi ML, Balbinot LF, Dalmaso Neto C. Termografia: Responsabilidade Profissional e Publicidade , Pan American Journal of Medical Thermology: v. 3 (2016): PAJMT 

(3) Brioschi ML, Balbinot LF, Dalmaso Neto C. Níveis de treinamento em Termografia para Profissionais da Saúde , Pan American Journal of Medical Thermology: v. 5 (2018): PAJMT 

(4) Se não for realizado por profissionais médicos habilitados, o exame diagnóstico de termografia pode trazer graves complicações. 

(5) Termografia por diversos outros profissionais que não médicos

(6) Nota de Pesar e Esclarecimento à Sociedade 

(7) Como saber se um laudo de termografia é de boa qualidade?

(8) Atuação em termografia na área de saúde: Atos diagnósticos

(9) ML Brioschi. Diagnóstico Precoce de Câncer de Mama não tem Clínica: Estudo combinado por Termografia Pan American Journal of Medical Thermology: v. 3 (2016): PAJMT.

(10) Souza GA, Brioschi ML, Vargas JV, Morais KC, Dalmaso Neto C, Neves EB. Reference breast temperature: proposal of an equation. Einstein (Sao Paulo). 2015 Oct-Dec;13(4):518-24. doi: 10.1590/S1679-45082015AO3392.

(11) K.C.C. Morais, J.V.C. Vargas, G.G. Reisemberger, F.N.P. Freitas, S.H. Oliari, M.L. Brioschi, M.H. Louveira, C. Spautz, F.G. Dias, P. Gasperin Jr., V.M. Budel, R.A.G. Cordeiro, A.P.P. Schittini, C.D. Neto. An infrared image based methodology for breast lesions screening Infrared Physics & Technology, Volume 76, May 2016, Pages 710-721

(12) Medo da mamografia?

(13) Limites éticos do fisioterapeuta na prática da Termografia considerações da ABRATERM/Comitê de Fisioterapia 

(14) Termometria Cutânea – Envio de resultado de exame por internet. PARECER Nº 1931/2008 CRM-PR. PROCESSO CONSULTA N. º 51/2008– PROTOCOLO N.º 6018/2008 

A Associação Brasileira de Termologia (ABRATERM) não apoia cursos de professores em anonimato, isto é, sem informar quem está ministrando, utilizando o nome da instituição FMUSP para se promover e realizar eventos estritamente comercial para venda de aparelhos. Isto tem induzido alunos a fazerem curso se confundindo com a Especialização em Termologia Médica FMUSP reconhecida pela ABRATERM.

O curso de termografia e ozônio que está sendo divulgado NÃO É COM DR MARCOS BRIOSCHI. Tanto a FMUSP quanto Associação Brasileira de Termologia ABRATERM não estão endossando oficialmente este curso. Além disto a FMUSP alerta para não utilizar o nome da instituição sem devido vinculo do professor ou autorização da mesma. Este curso está como professor ANÔNIMO, pois se trata de um evento de venda de câmeras por uma empresa comercial que está utilizando o nome da FMUSP. E ainda dando a entender que é uma atitude legal pelo fato de utilizar uma associação de profissionais que utilizam a técnica e pelo fato de ser pelo MEC.

Chamamos atenção aos alunos interessados em termografia que verifiquem sempre se os cursos oferecidos tem selo ABRATERM e a fonte de quem são os professores que dão treinamento, se tem formação universitária na área, especialização em instituição reconhecida, título pela ABRATERM e nível 4 em termologia.

Devemos sempre evoluir para melhorar o mundo ao nosso redor e especialmente dos pacientes que atendemos. Sempre procurando impactar objetivamente a vida das pessoas e dos profissionais de saúde com meios que possam ajudar seus pacientes, seja com grandes descobertas ou pequenas ações. Este foi o caso neste final de semana durante o 14º Congresso Brasileiro de Dor em São Paulo que contou com a participação de especialistas do Brasil todo e convidados do exterior, compartilhando suas experiências clínicas com apresentações de altíssimo nível.

Porém, sempre há os que não se contém com críticas negativas e que não veem agregar, mas sim simplesmente ser recriminatório, hostis, preconceituosos.

Foi o caso deste comentário de uma fotografia tirada logo após a apresentação do nosso querido prof. Dr. Marcelo Almada:

O prof Dr Marcelo Pastor Almada Dávalos (Médico da Universidad Nacional de La Plata, Buenos Aires, Argentina. Especialista en Cirurgia General, Especialista em Cirurgia Plastica y Reparadora, Especialista em Flebologia y Linfologia) fez uma brilhante exposição do tema Termoflebografia Infravermelha na Síndrome Congestivo-Pélvico (SCP), mostrando toda sua experiência inédita na área. Mas infelizmente foi publicado, na forma de escárnio em rede social, esta fotografia acima de sua aula sem sua autorização prévia, e com inapropriado e lamentável comentário desqualificando seu trabalho científico. Absurdo!! Queremos que o prof Almada venha mais vezes ao Brasil e não fique incomodado com estes comentários, pois sempre terá nosso apoio e espaço para apresentar sua experiência e habilidade clínica independente do equipamento que utilize ou do que digam pracistas inaptos, que não são nem profissionais da saúde ou da engenharia. Professor, você será sempre bem-vindo!!

 

Apesar de previamente orientado pela comissão organizadora CBDOR aos expositores, inclusive por meio de contrato, houve quebra da norma da utilização de material científico e fotografias sem autorização prévia, por escrito para fins de divulgação comercial e informações comerciais facciosas.

O julgamento sem conhecer um tema ou por outros motivos que nem sempre ficamos sabendo, pode ser muito perigoso.

 

O querido professor explicou muito bem ao final que utiliza diversos equipamentos de diferentes resoluções e comentou em tom bem descontraído durante o próprio evento, que independente da resolução de imagem “o mais importante é a quantidade de “pixels” que o avaliador deve ter no córtex frontal”!! Isto é, não cabe comentários quanto a resolução de imagem de equipamentos quando o avaliador não tem experiência ou conhecimento na área. Corroborando com o que sempre defendemos na ABRATERM! Um diagnóstico correto pode ser bem feito com uma boa história clínica e com apoio de um sensor mais simples. E um diagnóstico totalmente incorreto pode ser produzido com o melhor equipamento do mundo com a maior resolução se não houver conhecimento de quem o utiliza.

Pedimos nossas sinceras desculpas ao professor, em nome da comissão organizadora, membros ABRATERM e como brasileiros, pois sabemos que palestrante veio diretamente de Buenos Aires ao Brasil somente para este evento. Salientamos que isto se trata de uma atitude isolada de um dos expositores e não representa nossa opinião científica. Pelo contrário, apoiamos todos os pesquisadores e profissionais de saúde interessados em estudar Termologia e que querem aplicar este conhecimento aos seus pacientes independente dos meios que utilizam, sem prevalecer nenhuma marca de empresa. O Congresso de Dor se trata de um cenário acadêmico e não uma arena comercial.

 

Além disso, informamos aos colegas que a utilização do nome do presidente da ABRATERM, Prof Marcos Brioschi, em outro de seus posts também se trata de atitude isolada da mesma empresa, sem autorização, para fins de autopromoção da mesma. Agradecemos o elogio, mas sabemos que não foi este o intuito. Prof Brioschi não tem vínculo algum com esta empresa, não possui conflito de interesse de ordem pessoal, e não autoriza seu nome ou fotografia para fins comerciais e nem endossa os comentários da mesma.

 

Não é primeira vez que recebemos este tipo de denúncia na ABRATERM. É uma atitude antiética recorrente desta empresa com colegas profissionais de saúde e membros da ABRATERM que na boa fé já foram fotografados e depois são vinculados a divulgação desta empresa sem sua autorização bem como a utilização de seus endereços comerciais e weblinks de suas clínicas para vincular comercialmente a empresa.

Vamos evoluir para melhorar, vamos impactar objetivamente o mundo ao nosso redor e dos nossos pacientes. Vamos deixar fluir a ciência e a arte da discussão, criticar em si não é algo ruim, desde que o intuito seja construtivo, sem causar desconforto, aborrecimento ou constrangimento. A vida de muita gente pode ser muito melhor com pequenos gestos de amor e compreensão.

A ABRATERM parabeniza a todos os médicos associados qualificados que participaram da análise de currículo e Prova de Título em Termologia e Termografia realizada em 02 de dezembro de 2018.

Sendo abaixo os aprovados em todos os critérios, em ordem alfabética:

  1. Carlos Eduardo Barbieri
  2. Dimas Carloni
  3. Jorge Frischenbruder
  4. Leonardo Lo Duca
  5. Rita de Cássia Dantas Monteiro Santana

Desejamos-lhes sucesso e damos calorosas boas-vindas aos mais novos Membros Titulares da Associação Brasileira de Termologia Médica!

A ABRATERM zela pelo perfeito desempenho ético da Medicina e pelo prestígio e bom conceito da profissão e dos que a exercem legalmente. A publicidade médica deve obedecer exclusivamente a princípios éticos de orientação educativa, não sendo comparável à publicidade de produtos e práticas meramente comerciais. Portanto, é contrária a indução de confusão, anúncio de propaganda antiética de qualquer natureza e de matérias desprovidas de base científica ou com sensacionalismo tampouco vinculação pública de informações que causem intranquilidade à sociedade.

Recentemente vários membros associados consultaram a ABRATERM devido a um vídeo de alarde vinculado na internet e redes sociais referente a comparativo de câmeras termográficas preocupados por ser propaganda antiética e produzida por quem não tem autoridade em Ciências da Computação, Engenharia Elétrica-Eletrônica ou Mecânica, tampouco qualificado como titular em Termografia Médica ou Especialidade Médica.

O vídeo cita 3 categorias de sensores infravermelhos portáteis, um de bolso, um para mobile e um de alta performance. E alerta para diagnóstico médico apenas o modelo para mobile e o de alta performance e ao final diz não vender câmeras, mas ensinar na prática como escolher um equipamento.

Este vídeo foi analisando por uma equipe de membros qualificados da ABRATERM, entre eles especialistas médicos e engenheiros, que identificaram várias incongruidades que foram discutidas e corrigidas abaixo neste parecer oficial:

  1. Estas câmeras não têm finalidade de diagnóstico isolado ou definitivo, elas não dão laudo e nem substituem o julgamento clínico do médico e demais profissionais da saúde e nem outros exames complementares que se façam necessários. Servem apenas como documentação clínica e registro para pesquisa. Seus resultados devem ser interpretados pelo próprio avaliador, devidamente treinado, juntamente com demais dados clínicos, e não sozinho, pelo aparelho. Não é o aparelho que faz diagnóstico por si só. Portanto, é errado dizer que um aparelho “visualiza patologias”.
  2. As duas câmeras de menor resolução possuem de fábrica o mesmo tamanho de sensor e a mesma sensibilidade de 100mK de NETD. É importante ressaltar que o item resolução de imagem não é o único atributo que define a qualidade de uma imagem. Existem pelo menos 10 outros atributos básicos. Um deles, o modo multiespectral. E, desta forma, não pode ser utilizado como critério único de equiparação.
  3. As câmeras de bolso utilizam a resolução da imagem visual fotográfica, que é muitas vezes superior à resolução térmica, para melhorar o contraste e definição final, resultando em imagens multiespectrais, que permitem identificar com precisão a parte do corpo que está sendo avaliada e seus limites, motivo para o qual elas foram desenvolvidas. Não é indicado, portanto, o uso destas câmeras sem o modo de visualização multiespectral, como foi mostrado impropriamente no referido vídeo.
  4. As câmeras de bolso não fazem transmissão de vídeo com Wi-Fi, somente são capazes com cabo USB. Mesmo para as de alta performance é sempre aconselhável com cabo USB.
  5. Qualquer estudo válido de Termologia, especialmente em se tratando de um teste de comparação de imagens entre equipamentos, exige um mínimo de rigor científico, e não pode ser feito de qualquer maneira, sem informar as condições de preparo e ambiente. A apresentação das imagens deve seguir o mínimo recomendado para boa prática da Termologia. Porém, nas imagens apresentadas no referido vídeo, o intervalo de distribuição de cores das temperaturas não é o mesmo. Apesar de ser as mesmas cores, a distribuição de cores não está na mesma equalização, o que induz o espectador a achar que são diferentes. Ficando pior a anedótica situação quando o apresentador tenta sem êxito ajustar as mesmas.
  6. A resolução leva em conta o tamanho da imagem (altura e largura) e é expressa pela quantidade de informação contida. Sim, é esperado que um aparelho de alta performance tenha maior informação por área do que um de bolso. Portanto, um ponto na imagem de um aparelho de bolso corresponde a uma área maior do que a vista em um aparelho de alta performance. Mas se a área for corrigida, isto é, se medir a temperatura da mesma área, o valor deverá ser o mesmo! Os aparelhos vêm obrigatoriamente com certificado de calibração de fábrica rigorosamente aprovada para sua especificação e comercialização, para medir com precisão a temperatura. E além disso, na prática da Termologia, não se preconiza medir pontos e sim áreas que vão refletir melhor o comportamento termobiológico do que um ponto. Bem como, fazer nestes casos imagens mais próximas. Os aparelhos devem ser utilizados no modo multiespectral, para certificar que ambas as imagens estão no foco. Desta forma, não é correto afirmar que um aparelho de bolso mede errado a temperatura.
  7. Deve-se dar preferência ao equipamento de bolso conectado ao computador que é dedicado exclusivamente a termografia ao invés do uso de equipamento mobile durante consulta, que é vedado pelo conselho de classe. É inadequado, perigoso e antiético o uso de qualquer meio de comunicação, em especial celulares, smartphones ou tablets concomitantemente a qualquer ato médico, em particular a consulta médica. O paciente que se sentir lesado pelo uso de celular durante consulta pode denunciar o profissional.

Fica claro, portanto, que o narrador desconhece estes fatos de Termologia Médica Básica, Física e Óptica, e especialmente Ético-Legais e, portanto, não tem autoridade para emitir opinião confiável a respeito, tampouco ensinar profissionais da saúde como escolher um equipamento para este fim.

Ressaltamos desta forma que, no Brasil, os termologistas são oficialmente representados pela Associação Brasileira de Termologia Médica (ABRATERM) que tem apoio das comissões de Termografia Pericial da Associação Brasileira de Medicina Legal e Perícias Médicas (ABMLPM), Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação (ABMFR) e Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED). Assim sendo, recomenda-se ao médico e demais profissionais de saúde que iniciam na área de Termologia e Termografia que procurem treinamento adequado e oficial, certificado pelo selo da ABRATERM, e sejam posteriormente afiliados por meio de aprovação como membro titular em exame específico de classe. Evitando, portanto, grupos de interesse exclusivamente comerciais e não qualificados que passam informações incorretas e colocam em risco a boa prática médica.

 

Referencia:

  1. Neves EB, Brioschi ML. Is it possible to use low-cost Infrared Cameras (thermal resolution of 80×60 pixels) in medical applications? v. 4 (2017): PAJMT
  2. Brioschi ML, Balbinot LF, Neto CD. Termografia: Responsabilidade Profissional e Publicidade. v. 3 (2017): PAJMT
  3. C.C. Morais, J.V.C. Vargas, G.G. Reisemberger, F.N.P. Freitas, S.H. Oliari, M.L. Brioschi, M.H. Louveira, C. Spautz, F.G. Dias, P. Gasperin Jr., V.M. Budel, R.A.G. Cordeiro, A.P.P. Schittini, C.D. Neto. An infrared image based methodology for breast lesions screening Infrared Physics & Technology, Volume 76, May 2016, Pages 710-721.
  4. CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DE SÃO PAULO (CREMESP).  É inadequado, perigoso e antiético o uso de qualquer meio de comunicação, em especial celulares, smartphones ou tablets concomitantemente a qualquer ato médico, em particular a consulta médica. Parecer nº 143694 de 04 de abril de 2017 . São Paulo.

O parecer completo também se encontra em: Pareceres

A ABRATERM publica hoje uma nota de Pesar e Esclarecimentos à Sociedade.

A Associação Brasileira de Termologia (ABRATERM) lamenta a morte da jovem ocorrida em evento amplamente divulgado pela mídia.

Salientamos que o profissional citado não realizou curso de especialização e tampouco treinamento pela ABRATERM, não constando, portanto, como membro da ABRATERM em nossos registros e jamais tendo sido certificado pela ABRATERM.

A Termometria Cutânea por Termografia consta na tabela da Associação Médica Brasileira (CBHPM 39.01.007-4). Não é, contudo, um procedimento terapêutico. É, sim, para fins diagnósticos. Em nenhuma hipótese é utilizada para diagnóstico definitivo de úlcera gástrica ou câncer de esôfago. É empregado para estudo da dor, atividade inflamatória e vasomotora e do sistema nervoso simpático. A termografia, como qualquer outro exame complementar, não tem finalidade de diagnóstico isolado ou definitivo e não substitui o julgamento clínico do médico e demais profissionais da saúde e nem outros exames complementares que se fizer necessário. Serve como apoio diagnóstico e registro para pesquisa, seus resultados devem ser interpretados por avaliador devidamente treinado juntamente com demais dados clínicos.

Ressaltamos também, com propriedade e baseado em literatura, a importância de realizar o exame de termografia em ambiente extremamente controlado, pois pode haver interferência grave no resultado quando feito por outro profissional que não seja habilitado em termografia ou não esteja realizando em centro diagnóstico devidamente adequado ao exame, i.e., que não seja de referência. Hoje há cursos de pós-graduação médica, oficialmente reconhecidos, como o de Termologia Clínica e Termografia, chancelado e ministrado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Eles formam profissionais adequadamente habilitados que podem conduzir este exame sob condições seguras para o diagnóstico complementar. Existem também laboratórios de exame de termografia em instituições públicas e privadas de grande importância, como do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, Hospital Sírio Libanês e Hospital 9 de Julho em São Paulo e diversos outros em diferentes capitais de nosso país.

Todos estes médicos termologistas, estão devidamente inscritos no Conselho Regional de Medicina, pelos quais são fiscalizados regularmente quanto ao seu exercício profissional, bem como inscritos como membros titulares na Associação Brasileira de Termologia (ABRATERM), que procura instruir e preservar a boa conduta deste exame. Atualmente existe dentro da Associação Brasileira de Medicina Legal e Perícia Médicas, um Departamento de Termografia Pericial, que dá orientação frente às questões médico-legais que envolvam exame de termografia no Brasil e está à disposição para esclarecimentos nesta área às demais sociedades médicas e à sociedade.

Repudiamos veemente a atuação de médicos que não tenham treinamento e certificação oficial devida em Termologia e Termografia, e que por falta de formação específica, colocam em risco a segurança e a vida de pacientes com diagnósticos errôneos, pois descumprindo indiscriminadamente os ditames legais.

Recomendamos aos pacientes, portanto que procurem por profissionais qualificados e devidamente certificados.
Esclarecendo assim, todas as questões no momento, ficamos a disposição para qualquer dúvida referente ao assunto.

ABRATERM

Entre em contato com a ABRATERM. Use o formulário na PÁGINA DE CONTATO, ou mande e-mail para: abraterm@abraterm.com.br

A nota também pode ser lida na seção PARECERES.

A Pan American Journal of Medical Thermology traz a sua nova edição.
Começando pelo Editorial produzido pelo Prof Eduardo Borba Neves, editor da PAJMT, lançando a discussão sobre o uso de aparelhos de baixo custo.
O primeiro artigo “Imagem infravermelha no diagnóstico das doenças nos pés”, por Claudia Maria Duarte de Sá Guimarães e cols, explica a técnica de registro de imagens infravermelhas dos pés como método de avaliação neurovascular para identificar comorbidades usando um método não invasivo. Levando em consideração a possível detecção precoce de alterações vasculares, ortopédicas e neurológicas numa fase que são passíveis de tratamento, a imagem infravermelha pode trazer muitos benefícios, favorecendo a prevenção de uma evolução desfavorável ou, até mesmo, complicações tardias.
Catia Terezinha Heimbecher e Leandra Ulbricht apresentam “Termografia aplicada ao Fenômeno de Raynaud: Artigo de Revisão Bibliométrica”, que identifica protocolos para verificar os que tiveram resultados positivos na detecção do Fenômeno de Raynaud e identificar os pontos em comum entre eles. Estes são apresentados, considerando ser um instrumento seguro e confiável na aplicação, com resultados passíveis de detectar o F.R., se adotados certos critérios mencionados por elas.
Finalizam a revista dois relatos de caso. O primeiro escrito por David Alberto Rodríguez Medina e cols. abordando a Atividade térmica nasal durante expressão facial voluntária em paciente com dor crônica e alexitimia; e o segundo por Claudia Maria Duarte de Sá Guimarães e cols, sobre Neuropatia de Fibras Finas em um caso de Artrite Psoriásica.

 

Acesse agora mesmo http://www.abraterm.com.br/revista/

Ofício Nº 001/2016

De: Dr Ricardo Wallace das Chagas Lucas
CREFITO 10 14404-F / Presidente do Comitê de Fisioterapia

Para: Dr Abdo Augusto Zeghbi
Presidente do CREFITO 8 PR

Assunto: Limites éticos do fisioterapeuta na prática da Termografia considerações da ABRATERM / Comitê de Fisioterapia

Prezado Sr. Presidente do Conselho Regional de Fisioterapia da 8a Região/PR, Dr Abdo Augusto Zeghbi.

CONSIDERANDO a grande demanda no mercado de atuação fisioterapêutica que o exame fisioterapêutico de TERMOGRAFIA ou TERMOMETRIA CUTÂNEA vem apresentando;

CONSIDERANDO ser este também relacionado à atividade fisioterapêutica que integra a equipe multiprofissional da área de saúde, além da atividade médica e de outros profissionais de saúde;

CONSIDERANDO que o referido encontra-se devidamente inserido no RNPF–Referencial Nacional de Fisioterapia/2013 com o código 13106918,

CONSIDERANDO a necessidade de esclarecimentos sobre sua utilização técnica por profissionais fisioterapeutas em razão de se encontrar em fase de inicial de implantação em nosso país;

E CONSIDERANDO a projeção do crescimento que a mesmo demanda na rea de atuação do movimento;

A Associação Brasileira de Termologia – ABRATERM, por meio do seu Comitê de Fisioterapia, entidade científica para o desenvolvimento da Termografia no Brasil e no exterior, CNPJ-15.819.136/0001-03, representada pelo atual Presidente do comitê, Dr Ricardo Wallace das Chagas Lucas-CREFITO 10 14404–F, vem esclarecer que o referido exame quando utilizado no universo fisioterapêutico, visa a vertente preventiva, diagnóstica e evolutiva para utilização em qualquer especialidade ou área de atuação fisioterapêutica, demonstrando seus objetivos abaixo resumidos:

a) Preditiva/preventiva

A termografia infravermelha preditiva preventiva é na realidade um mapeamento térmico do paciente, um escaneamento que permite documentar a presença de diferenças térmicas que possam ter significado quando relacionadas muitas vezes ao movimento. Secundariamente à sua caracterização como mapeamento térmico, a prevenção oferecida pela termografia infravermelha também pode ser específica sob orientação do fisioterapeuta ao movimento.

b) Diagnóstica

A termografia infravermelha diagnóstica se relaciona com as evidências quantitativas e qualitativas térmicas, apresentadas quando comparadas a temperaturas normais em regiões de interesse (ROI) ou de acordo com valores pré-determinados pela literatura especializada quando não é possível realizar a analogia. O diagnóstico termográfico fisioterapêutico pode ser realizado exclusivamente perante cinesiopatologia ou a patocinesiologia. Para a elaboração do relatório termográfico originado perante a segunda forma é fundamental a presença do diagnóstico nosológico da estrutura relacionada ao movimento previamente pelo médico, para que se possa estabelecer relação de causalidade à mesma, o movimento funcional ou provocativo.

c) Controle ou seguimento

A termografia infravermelha de controle ou seguimento está incluída no tratamento da saúde da pessoa, comparando momentos de variação térmica ou restabelecimento da constante térmica. Além disso, também se relaciona ao distúrbio metabólico.

Consideramos então a possibilidade de poder auxiliar essa Autarquia, tendo em vista a referência científica que nossa Associação dispõe, quanto a esclarecimentos relativos à efetiva utilização da TERMOGRAFIA INFRAVERMELHA pelo profissional fisioterapeuta, quando em contato com o CREFITO 8 para retirar dúvidas a respeito do tema.

Enquanto ABRATERM pelo seu Comitê de Fisioterapia, já presenciamos profissionais de fisioterapia fazendo uso do exame para fins não relacionados à nossa prática profissional, como por exemplo, diagnose estrutural/nosológica, e até mesmo relacionada a risco de doença oncológica ou doenças imunológicas relacionadas à alergia, representando atividade de outro profissional de saúde.

Certos de podermos contribuir, nos colocamos então à disposição para esclarecimentos e apoio técnico científico a esta Autarquia de eventuais situações que suscitarem dúvidas.

Atenciosamente e às ordens,

Dr Ricardo Wallace das Chagas Lucas

Presidente Comitê de Fisioterapia / ABRATERM

CREFITO 10 14404 F

Imagem4

 

As pandemias de vírus têm surgido de tempos em tempos pelo mundo ao longo da história, sendo que no último século já ocorreram 3 vezes. Elas provocam difusão de doenças, grandes números de mortes, principalmente entre crianças e adolescentes, enorme distúrbio social, concentrado em apenas algumas semanas.

Atualmente, um dos assuntos mundiais mais comentados e preocupantes é a epidemia do Ebola. Uma doença altamente infecciosa, caracterizada por uma febre alta do tipo hemorrágica transmitida pelo vírus do gênero Filovírus que desenvolve seu ciclo vital em animais selvagens como morcegos. Segundo especialistas, a doença é transmitida para os seres humanos através do contato com o sangue e outros fluídos corporais desses animais ou por pessoas infectadas. Não há cura apenas soros experimentais e vacinas.

Estado de Emergência

O vírus é tão poderoso que pode se manter vivo mesmo após a morte de seu hospedeiro, uma das razões dessa resistência é que o Filovírus libera substâncias proteicas capazes de desabilitar o sistema de defesa do organismo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ebola mata até 90% das pessoas contaminadas.

Por conseguinte, após o surto de Ebola que aconteceu esse ano a OMS alertou estado de “emergência sanitária mundial”. Por conta disso, os aeroportos de alguns países instalaram equipes de saúde munidas de sensores térmicos infravermelho para detectar suspeitas da doença em pessoas provenientes de países afetados, reforçando as medidas de controle.

Os sensores térmicos infravermelhos fazem parte dos testes de diagnóstico rápido que ajudam a retardar ou limitar a propagação do vírus antes que um novo contágio ocorra, pela descoberta prematura da epidemia e fiscalização contínua de viajantes, instituição de medidas apropriadas, incluindo afastamento social, isolamento das pessoas infectadas, quarentena dos casos suspeitos de contágio ou tratamento com medicamento antivirótico.

Os aparelhos utilizados desde as primeiras epidemias do SARS em 2003 detectam o principal sintoma da doença Ebola, a febre alta, diferente da influenza, período em que a doença é altamente transmissível. O que torna o método mais importante no controle desta infecção. Sem contato, sem radiação e sem risco as pessoas, os aparelhos permitem a detecção da temperatura facial, quando elevada pode estar relacionada à febre, apontando assim para uma possível confirmação da infecção quando unidas à avaliação clínica e outros exames laboratoriais.

Atualmente os países que incorporaram esta tecnologia de diagnóstico rápido como EUA, Canadá, Inglaterra, México e países na África e Ásia se baseiam no relatório ISO publicado em 2009.Imagem3

A efetividade da inspeção pode ser melhorada adotando-se medidas de inspeção antes da partida, durante a viagem, e na chegada ao destino. Não somente em aeroportos, mas também hospitais e clínicas, incluindo salas de emergências; instalações de infra-estrutura crítica; lugares de trabalho; escolas; edifícios do governo, incluindo postos policiais e de corpo de bombeiros;  transporte público.

Os principais objetivos de planejamento contra a pandemia são: salvar vidas, reduzir o impacto na saúde provocado por uma pandemia, minimizar a interrupção dos serviços de saúde e relacionados (mantendo a continuidade dos serviços até onde for possível), reduzir os problemas sociais decorrentes de uma pandemia.

É importante lembrar que não somente Ebola, mas outros agentes biológicos ou bacterianos já apareceram e podem aparecer em surtos de rápida disseminação e maior escala, provocando pandemias muito maiores como: influenza, gripe suína (H1N1), gripe aviária (H5N1), SARS, tuberculose, Hantavírus, febre do Nilo ocidental, antraz, MRSA e outros. Todas essas doenças podem surgir de causas naturais, liberações acidentais ou até mesmo em decorrência de práticas terroristas.

Hoje não é possível diagnosticar todos os casos e nem impedir que se espalhe. Mas rastrear o vírus é possível, notificando os casos de febre e integrando informação para cuidados da vida humana. Entre abril a maio de 2003, mais 72.000 pessoas foram escaneadas em aeroportos em Taiwan. Destes, foram detectados 305 casos de febre (0,42%) pelo teste rápido de termografia infravermelha. Portanto, o rastreamento não se trata de medida de pouca eficácia, um caso detectado em um milhão é significativo no controle da disseminação.

Considerando o exposto acima e a experiência mundial publicada em literatura científica por pesquisadores de diversos países, a ABRATERM destaca a importância e recomenda o uso da termografia infravermelha, segundo normas ISO, para rastreamento de febre e controle da disseminação de agentes infecciosos de potencial epidêmico, recorrentes, sazonais ou emergentes.

 

Prof Dr Marcos Leal Brioschi

Presidente da ABRATERM

 Imagem5

Referências

  1. Priest PC, Duncan AR, Jennings LC, Baker MG (2011) Thermal Image Scanning for Influenza Border Screening: Results of an Airport Screening Study. PLoS ONE 6(1): e14490. doi:10.1371/journal.pone.0014490 http://www.plosone.org/article/info:doi/10.1371/journal.pone.0014490
  2. Relatório ISO/TR 13154:2009,Medical electrical equipment – Deployment, implementation and operational guidelines for indentifying febrile humans using a screening thermograph. http://www.iso.org/iso/news.htm?refid=Ref1224
  3. Chiu WT, Lin PW, Chiou HY, Lee WS, Lee CN, Yang YY, Lee HM, Hsieh MS, Hu CJ, Ho YS, Deng WP, Hsu CY. Infraredthermography to mass-screen suspected SARS patients with fever. Asia Pac J Public Health. 2005;17(1):26-8.
  4. Sun G, Saga T, Shimizu T, Hakozaki Y, Matsui T. Fever screening of seasonal influenza patients using a cost-effective thermopile array with small pixels for close-range thermometry. Int J Infect Dis. 2014 Aug;25:56-8.
  5. Ring EF, McEvoy H, Jung A, Zuber J, Machin G. New standards for devices used for the measurement of human body temperature. J Med Eng Technol. 2010 May;34(4):249-53.
  6. Chiang MF, Lin PW, Lin LF, Chiou HY, Chien CW, Chu SF, Chiu WT. Mass screening of suspected febrile patients with remote-sensing infraredthermography: alarm temperature and optimal distance. J Formos Med Assoc. 2008 Dec;107(12):937-44.
  7. Ng EY, Chong C. ANN-based mapping of febrile subjects in mass thermogram screening: facts and myths. J Med Eng Technol. 2006 Sep-Oct;30(5):330-7.
  8. Ng EY. Is thermal scanner losing its bite in mass screening of fever due toSARS? Med Phys. 2005 Jan;32(1):93-7.
  9. Chan LS, Cheung GT, Lauder IJ, Kumana CR, Lauder IJ. Screening for fever by remote-sensing infrared thermographic camera. J Travel Med. 2004 Sep-Oct;11(5):273-9.
  10. Ng EY, Kaw GJ, Chang WM. Analysis of IR thermal imager for mass blind fever screening. Microvasc Res. 2004 Sep;68(2):104-9.
  11. Kastberger G, Stachl R. Infrared imaging technology and biological applications. Behav Res Methods Instrum Comput. 2003 Aug;35(3):429-39.

Vídeo conferência

Video-conferência a respeito da termografia como exame complementar e não definitivo para diagnóstico da fibromialgia.

Local: Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, Brasília, 09 de maio de 2013.

PARECER SOBRE FIBROMIALGIA

[php snippet=2]

A ABRATERM

A Associação Brasileira de Termologia (ABRATERM) é uma entidade sem fins lucrativos fundada com finalidade de Regulamentação Profissional, Pesquisa, Divulgação e Educação em Termologia e Termografia.

É uma organização reconhecida e legitimada que une os profissionais interessados na área em parceria com outras Associações, Institutos e Fundações de diferentes especialidades médicas e do campo da Saúde, tanto nacionais quanto internacionais.

A ABRATERM conta com estrutura própria para desenvolver projetos e campanhas com órgãos governamentais, associações e empresas interessadas em propiciar saúde e desenvolvimento.

A ABRATERM se preocupa em atender as necessidades dos profissionais ligados à área de Termologia e Termografia, promovendo o intercâmbio técnico-científico entre seus membros no Brasil e no mundo. Além de responsável pela certificação em Termologia e Termografia na área de saúde no Brasil, promove e fomenta publicações científicas e institucionais por meio da Revista PanAmericana de Termologia Médica (PanAmerican Journal of Medical Thermology) e Congressos Nacionais e das Sedes Estaduais pelos respectivos Departamentos Científicos.
Busca também conferir qualidade profissional facilitando interface entre especialistas e pacientes.

No site, os membros da ABRATERM possuem uma área restrita onde podem acessar material científico, literatura atualizada e comentada, consensos e diretrizes, boletim informativo e consultar endereço e telefone de colegas em todo o Brasil.