Parecer da ABRATERM referente ao diagnóstico da FIBROMIALGIA

 

Devemos sempre evoluir para melhorar o mundo ao nosso redor e especialmente dos pacientes que atendemos. Sempre procurando impactar objetivamente a vida das pessoas e dos profissionais de saúde com meios que possam ajudar seus pacientes, seja com grandes descobertas ou pequenas ações. Este foi o caso neste final de semana durante o 14º Congresso Brasileiro de Dor em São Paulo que contou com a participação de especialistas do Brasil todo e convidados do exterior, compartilhando suas experiências clínicas com apresentações de altíssimo nível.

Porém, sempre há os que não se contém com críticas negativas e que não veem agregar, mas sim simplesmente ser recriminatório, hostis, preconceituosos.

Foi o caso deste comentário de uma fotografia tirada logo após a apresentação do nosso querido prof. Dr. Marcelo Almada:

O prof Dr Marcelo Pastor Almada Dávalos (Médico da Universidad Nacional de La Plata, Buenos Aires, Argentina. Especialista en Cirurgia General, Especialista em Cirurgia Plastica y Reparadora, Especialista em Flebologia y Linfologia) fez uma brilhante exposição do tema Termoflebografia Infravermelha na Síndrome Congestivo-Pélvico (SCP), mostrando toda sua experiência inédita na área. Mas infelizmente foi publicado, na forma de escárnio em rede social, esta fotografia acima de sua aula sem sua autorização prévia, e com inapropriado e lamentável comentário desqualificando seu trabalho científico. Absurdo!! Queremos que o prof Almada venha mais vezes ao Brasil e não fique incomodado com estes comentários, pois sempre terá nosso apoio e espaço para apresentar sua experiência e habilidade clínica independente do equipamento que utilize ou do que digam pracistas inaptos, que não são nem profissionais da saúde ou da engenharia. Professor, você será sempre bem-vindo!!

 

Apesar de previamente orientado pela comissão organizadora CBDOR aos expositores, inclusive por meio de contrato, houve quebra da norma da utilização de material científico e fotografias sem autorização prévia, por escrito para fins de divulgação comercial e informações comerciais facciosas.

O julgamento sem conhecer um tema ou por outros motivos que nem sempre ficamos sabendo, pode ser muito perigoso.

 

O querido professor explicou muito bem ao final que utiliza diversos equipamentos de diferentes resoluções e comentou em tom bem descontraído durante o próprio evento, que independente da resolução de imagem “o mais importante é a quantidade de “pixels” que o avaliador deve ter no córtex frontal”!! Isto é, não cabe comentários quanto a resolução de imagem de equipamentos quando o avaliador não tem experiência ou conhecimento na área. Corroborando com o que sempre defendemos na ABRATERM! Um diagnóstico correto pode ser bem feito com uma boa história clínica e com apoio de um sensor mais simples. E um diagnóstico totalmente incorreto pode ser produzido com o melhor equipamento do mundo com a maior resolução se não houver conhecimento de quem o utiliza.

Pedimos nossas sinceras desculpas ao professor, em nome da comissão organizadora, membros ABRATERM e como brasileiros, pois sabemos que palestrante veio diretamente de Buenos Aires ao Brasil somente para este evento. Salientamos que isto se trata de uma atitude isolada de um dos expositores e não representa nossa opinião científica. Pelo contrário, apoiamos todos os pesquisadores e profissionais de saúde interessados em estudar Termologia e que querem aplicar este conhecimento aos seus pacientes independente dos meios que utilizam, sem prevalecer nenhuma marca de empresa. O Congresso de Dor se trata de um cenário acadêmico e não uma arena comercial.

 

Além disso, informamos aos colegas que a utilização do nome do presidente da ABRATERM, Prof Marcos Brioschi, em outro de seus posts também se trata de atitude isolada da mesma empresa, sem autorização, para fins de autopromoção da mesma. Agradecemos o elogio, mas sabemos que não foi este o intuito. Prof Brioschi não tem vínculo algum com esta empresa, não possui conflito de interesse de ordem pessoal, e não autoriza seu nome ou fotografia para fins comerciais e nem endossa os comentários da mesma.

 

Não é primeira vez que recebemos este tipo de denúncia na ABRATERM. É uma atitude antiética recorrente desta empresa com colegas profissionais de saúde e membros da ABRATERM que na boa fé já foram fotografados e depois são vinculados a divulgação desta empresa sem sua autorização bem como a utilização de seus endereços comerciais e weblinks de suas clínicas para vincular comercialmente a empresa.

Vamos evoluir para melhorar, vamos impactar objetivamente o mundo ao nosso redor e dos nossos pacientes. Vamos deixar fluir a ciência e a arte da discussão, criticar em si não é algo ruim, desde que o intuito seja construtivo, sem causar desconforto, aborrecimento ou constrangimento. A vida de muita gente pode ser muito melhor com pequenos gestos de amor e compreensão.

A ABRATERM parabeniza a todos os médicos associados qualificados que participaram da análise de currículo e Prova de Título em Termologia e Termografia realizada em 02 de dezembro de 2018.

Sendo abaixo os aprovados em todos os critérios, em ordem alfabética:

  1. Carlos Eduardo Barbieri
  2. Dimas Carloni
  3. Jorge Frischenbruder
  4. Leonardo Lo Duca
  5. Rita de Cássia Dantas Monteiro Santana

Desejamos-lhes sucesso e damos calorosas boas-vindas aos mais novos Membros Titulares da Associação Brasileira de Termologia Médica!

A ABRATERM zela pelo perfeito desempenho ético da Medicina e pelo prestígio e bom conceito da profissão e dos que a exercem legalmente. A publicidade médica deve obedecer exclusivamente a princípios éticos de orientação educativa, não sendo comparável à publicidade de produtos e práticas meramente comerciais. Portanto, é contrária a indução de confusão, anúncio de propaganda antiética de qualquer natureza e de matérias desprovidas de base científica ou com sensacionalismo tampouco vinculação pública de informações que causem intranquilidade à sociedade.

Recentemente vários membros associados consultaram a ABRATERM devido a um vídeo de alarde vinculado na internet e redes sociais referente a comparativo de câmeras termográficas preocupados por ser propaganda antiética e produzida por quem não tem autoridade em Ciências da Computação, Engenharia Elétrica-Eletrônica ou Mecânica, tampouco qualificado como titular em Termografia Médica ou Especialidade Médica.

O vídeo cita 3 categorias de sensores infravermelhos portáteis, um de bolso, um para mobile e um de alta performance. E alerta para diagnóstico médico apenas o modelo para mobile e o de alta performance e ao final diz não vender câmeras, mas ensinar na prática como escolher um equipamento.

Este vídeo foi analisando por uma equipe de membros qualificados da ABRATERM, entre eles especialistas médicos e engenheiros, que identificaram várias incongruidades que foram discutidas e corrigidas abaixo neste parecer oficial:

  1. Estas câmeras não têm finalidade de diagnóstico isolado ou definitivo, elas não dão laudo e nem substituem o julgamento clínico do médico e demais profissionais da saúde e nem outros exames complementares que se façam necessários. Servem apenas como documentação clínica e registro para pesquisa. Seus resultados devem ser interpretados pelo próprio avaliador, devidamente treinado, juntamente com demais dados clínicos, e não sozinho, pelo aparelho. Não é o aparelho que faz diagnóstico por si só. Portanto, é errado dizer que um aparelho “visualiza patologias”.
  2. As duas câmeras de menor resolução possuem de fábrica o mesmo tamanho de sensor e a mesma sensibilidade de 100mK de NETD. É importante ressaltar que o item resolução de imagem não é o único atributo que define a qualidade de uma imagem. Existem pelo menos 10 outros atributos básicos. Um deles, o modo multiespectral. E, desta forma, não pode ser utilizado como critério único de equiparação.
  3. As câmeras de bolso utilizam a resolução da imagem visual fotográfica, que é muitas vezes superior à resolução térmica, para melhorar o contraste e definição final, resultando em imagens multiespectrais, que permitem identificar com precisão a parte do corpo que está sendo avaliada e seus limites, motivo para o qual elas foram desenvolvidas. Não é indicado, portanto, o uso destas câmeras sem o modo de visualização multiespectral, como foi mostrado impropriamente no referido vídeo.
  4. As câmeras de bolso não fazem transmissão de vídeo com Wi-Fi, somente são capazes com cabo USB. Mesmo para as de alta performance é sempre aconselhável com cabo USB.
  5. Qualquer estudo válido de Termologia, especialmente em se tratando de um teste de comparação de imagens entre equipamentos, exige um mínimo de rigor científico, e não pode ser feito de qualquer maneira, sem informar as condições de preparo e ambiente. A apresentação das imagens deve seguir o mínimo recomendado para boa prática da Termologia. Porém, nas imagens apresentadas no referido vídeo, o intervalo de distribuição de cores das temperaturas não é o mesmo. Apesar de ser as mesmas cores, a distribuição de cores não está na mesma equalização, o que induz o espectador a achar que são diferentes. Ficando pior a anedótica situação quando o apresentador tenta sem êxito ajustar as mesmas.
  6. A resolução leva em conta o tamanho da imagem (altura e largura) e é expressa pela quantidade de informação contida. Sim, é esperado que um aparelho de alta performance tenha maior informação por área do que um de bolso. Portanto, um ponto na imagem de um aparelho de bolso corresponde a uma área maior do que a vista em um aparelho de alta performance. Mas se a área for corrigida, isto é, se medir a temperatura da mesma área, o valor deverá ser o mesmo! Os aparelhos vêm obrigatoriamente com certificado de calibração de fábrica rigorosamente aprovada para sua especificação e comercialização, para medir com precisão a temperatura. E além disso, na prática da Termologia, não se preconiza medir pontos e sim áreas que vão refletir melhor o comportamento termobiológico do que um ponto. Bem como, fazer nestes casos imagens mais próximas. Os aparelhos devem ser utilizados no modo multiespectral, para certificar que ambas as imagens estão no foco. Desta forma, não é correto afirmar que um aparelho de bolso mede errado a temperatura.
  7. Deve-se dar preferência ao equipamento de bolso conectado ao computador que é dedicado exclusivamente a termografia ao invés do uso de equipamento mobile durante consulta, que é vedado pelo conselho de classe. É inadequado, perigoso e antiético o uso de qualquer meio de comunicação, em especial celulares, smartphones ou tablets concomitantemente a qualquer ato médico, em particular a consulta médica. O paciente que se sentir lesado pelo uso de celular durante consulta pode denunciar o profissional.

Fica claro, portanto, que o narrador desconhece estes fatos de Termologia Médica Básica, Física e Óptica, e especialmente Ético-Legais e, portanto, não tem autoridade para emitir opinião confiável a respeito, tampouco ensinar profissionais da saúde como escolher um equipamento para este fim.

Ressaltamos desta forma que, no Brasil, os termologistas são oficialmente representados pela Associação Brasileira de Termologia Médica (ABRATERM) que tem apoio das comissões de Termografia Pericial da Associação Brasileira de Medicina Legal e Perícias Médicas (ABMLPM), Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação (ABMFR) e Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED). Assim sendo, recomenda-se ao médico e demais profissionais de saúde que iniciam na área de Termologia e Termografia que procurem treinamento adequado e oficial, certificado pelo selo da ABRATERM, e sejam posteriormente afiliados por meio de aprovação como membro titular em exame específico de classe. Evitando, portanto, grupos de interesse exclusivamente comerciais e não qualificados que passam informações incorretas e colocam em risco a boa prática médica.

 

Referencia:

  1. Neves EB, Brioschi ML. Is it possible to use low-cost Infrared Cameras (thermal resolution of 80×60 pixels) in medical applications? v. 4 (2017): PAJMT
  2. Brioschi ML, Balbinot LF, Neto CD. Termografia: Responsabilidade Profissional e Publicidade. v. 3 (2017): PAJMT
  3. C.C. Morais, J.V.C. Vargas, G.G. Reisemberger, F.N.P. Freitas, S.H. Oliari, M.L. Brioschi, M.H. Louveira, C. Spautz, F.G. Dias, P. Gasperin Jr., V.M. Budel, R.A.G. Cordeiro, A.P.P. Schittini, C.D. Neto. An infrared image based methodology for breast lesions screening Infrared Physics & Technology, Volume 76, May 2016, Pages 710-721.
  4. CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DE SÃO PAULO (CREMESP).  É inadequado, perigoso e antiético o uso de qualquer meio de comunicação, em especial celulares, smartphones ou tablets concomitantemente a qualquer ato médico, em particular a consulta médica. Parecer nº 143694 de 04 de abril de 2017 . São Paulo.

O parecer completo também se encontra em: Pareceres

A ABRATERM publica hoje uma nota de Pesar e Esclarecimentos à Sociedade.

A Associação Brasileira de Termologia (ABRATERM) lamenta a morte da jovem ocorrida em evento amplamente divulgado pela mídia.

Salientamos que o profissional citado não realizou curso de especialização e tampouco treinamento pela ABRATERM, não constando, portanto, como membro da ABRATERM em nossos registros e jamais tendo sido certificado pela ABRATERM.

A Termometria Cutânea por Termografia consta na tabela da Associação Médica Brasileira (CBHPM 39.01.007-4). Não é, contudo, um procedimento terapêutico. É, sim, para fins diagnósticos. Em nenhuma hipótese é utilizada para diagnóstico definitivo de úlcera gástrica ou câncer de esôfago. É empregado para estudo da dor, atividade inflamatória e vasomotora e do sistema nervoso simpático. A termografia, como qualquer outro exame complementar, não tem finalidade de diagnóstico isolado ou definitivo e não substitui o julgamento clínico do médico e demais profissionais da saúde e nem outros exames complementares que se fizer necessário. Serve como apoio diagnóstico e registro para pesquisa, seus resultados devem ser interpretados por avaliador devidamente treinado juntamente com demais dados clínicos.

Ressaltamos também, com propriedade e baseado em literatura, a importância de realizar o exame de termografia em ambiente extremamente controlado, pois pode haver interferência grave no resultado quando feito por outro profissional que não seja habilitado em termografia ou não esteja realizando em centro diagnóstico devidamente adequado ao exame, i.e., que não seja de referência. Hoje há cursos de pós-graduação médica, oficialmente reconhecidos, como o de Termologia Clínica e Termografia, chancelado e ministrado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Eles formam profissionais adequadamente habilitados que podem conduzir este exame sob condições seguras para o diagnóstico complementar. Existem também laboratórios de exame de termografia em instituições públicas e privadas de grande importância, como do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, Hospital Sírio Libanês e Hospital 9 de Julho em São Paulo e diversos outros em diferentes capitais de nosso país.

Todos estes médicos termologistas, estão devidamente inscritos no Conselho Regional de Medicina, pelos quais são fiscalizados regularmente quanto ao seu exercício profissional, bem como inscritos como membros titulares na Associação Brasileira de Termologia (ABRATERM), que procura instruir e preservar a boa conduta deste exame. Atualmente existe dentro da Associação Brasileira de Medicina Legal e Perícia Médicas, um Departamento de Termografia Pericial, que dá orientação frente às questões médico-legais que envolvam exame de termografia no Brasil e está à disposição para esclarecimentos nesta área às demais sociedades médicas e à sociedade.

Repudiamos veemente a atuação de médicos que não tenham treinamento e certificação oficial devida em Termologia e Termografia, e que por falta de formação específica, colocam em risco a segurança e a vida de pacientes com diagnósticos errôneos, pois descumprindo indiscriminadamente os ditames legais.

Recomendamos aos pacientes, portanto que procurem por profissionais qualificados e devidamente certificados.
Esclarecendo assim, todas as questões no momento, ficamos a disposição para qualquer dúvida referente ao assunto.

ABRATERM

Entre em contato com a ABRATERM. Use o formulário na PÁGINA DE CONTATO, ou mande e-mail para: abraterm@abraterm.com.br

A nota também pode ser lida na seção PARECERES.

A Pan American Journal of Medical Thermology traz a sua nova edição.
Começando pelo Editorial produzido pelo Prof Eduardo Borba Neves, editor da PAJMT, lançando a discussão sobre o uso de aparelhos de baixo custo.
O primeiro artigo “Imagem infravermelha no diagnóstico das doenças nos pés”, por Claudia Maria Duarte de Sá Guimarães e cols, explica a técnica de registro de imagens infravermelhas dos pés como método de avaliação neurovascular para identificar comorbidades usando um método não invasivo. Levando em consideração a possível detecção precoce de alterações vasculares, ortopédicas e neurológicas numa fase que são passíveis de tratamento, a imagem infravermelha pode trazer muitos benefícios, favorecendo a prevenção de uma evolução desfavorável ou, até mesmo, complicações tardias.
Catia Terezinha Heimbecher e Leandra Ulbricht apresentam “Termografia aplicada ao Fenômeno de Raynaud: Artigo de Revisão Bibliométrica”, que identifica protocolos para verificar os que tiveram resultados positivos na detecção do Fenômeno de Raynaud e identificar os pontos em comum entre eles. Estes são apresentados, considerando ser um instrumento seguro e confiável na aplicação, com resultados passíveis de detectar o F.R., se adotados certos critérios mencionados por elas.
Finalizam a revista dois relatos de caso. O primeiro escrito por David Alberto Rodríguez Medina e cols. abordando a Atividade térmica nasal durante expressão facial voluntária em paciente com dor crônica e alexitimia; e o segundo por Claudia Maria Duarte de Sá Guimarães e cols, sobre Neuropatia de Fibras Finas em um caso de Artrite Psoriásica.

 

Acesse agora mesmo http://www.abraterm.com.br/revista/

Ofício Nº 001/2016

De: Dr Ricardo Wallace das Chagas Lucas
CREFITO 10 14404-F / Presidente do Comitê de Fisioterapia

Para: Dr Abdo Augusto Zeghbi
Presidente do CREFITO 8 PR

Assunto: Limites éticos do fisioterapeuta na prática da Termografia considerações da ABRATERM / Comitê de Fisioterapia

Prezado Sr. Presidente do Conselho Regional de Fisioterapia da 8a Região/PR, Dr Abdo Augusto Zeghbi.

CONSIDERANDO a grande demanda no mercado de atuação fisioterapêutica que o exame fisioterapêutico de TERMOGRAFIA ou TERMOMETRIA CUTÂNEA vem apresentando;

CONSIDERANDO ser este também relacionado à atividade fisioterapêutica que integra a equipe multiprofissional da área de saúde, além da atividade médica e de outros profissionais de saúde;

CONSIDERANDO que o referido encontra-se devidamente inserido no RNPF–Referencial Nacional de Fisioterapia/2013 com o código 13106918,

CONSIDERANDO a necessidade de esclarecimentos sobre sua utilização técnica por profissionais fisioterapeutas em razão de se encontrar em fase de inicial de implantação em nosso país;

E CONSIDERANDO a projeção do crescimento que a mesmo demanda na rea de atuação do movimento;

A Associação Brasileira de Termologia – ABRATERM, por meio do seu Comitê de Fisioterapia, entidade científica para o desenvolvimento da Termografia no Brasil e no exterior, CNPJ-15.819.136/0001-03, representada pelo atual Presidente do comitê, Dr Ricardo Wallace das Chagas Lucas-CREFITO 10 14404–F, vem esclarecer que o referido exame quando utilizado no universo fisioterapêutico, visa a vertente preventiva, diagnóstica e evolutiva para utilização em qualquer especialidade ou área de atuação fisioterapêutica, demonstrando seus objetivos abaixo resumidos:

a) Preditiva/preventiva

A termografia infravermelha preditiva preventiva é na realidade um mapeamento térmico do paciente, um escaneamento que permite documentar a presença de diferenças térmicas que possam ter significado quando relacionadas muitas vezes ao movimento. Secundariamente à sua caracterização como mapeamento térmico, a prevenção oferecida pela termografia infravermelha também pode ser específica sob orientação do fisioterapeuta ao movimento.

b) Diagnóstica

A termografia infravermelha diagnóstica se relaciona com as evidências quantitativas e qualitativas térmicas, apresentadas quando comparadas a temperaturas normais em regiões de interesse (ROI) ou de acordo com valores pré-determinados pela literatura especializada quando não é possível realizar a analogia. O diagnóstico termográfico fisioterapêutico pode ser realizado exclusivamente perante cinesiopatologia ou a patocinesiologia. Para a elaboração do relatório termográfico originado perante a segunda forma é fundamental a presença do diagnóstico nosológico da estrutura relacionada ao movimento previamente pelo médico, para que se possa estabelecer relação de causalidade à mesma, o movimento funcional ou provocativo.

c) Controle ou seguimento

A termografia infravermelha de controle ou seguimento está incluída no tratamento da saúde da pessoa, comparando momentos de variação térmica ou restabelecimento da constante térmica. Além disso, também se relaciona ao distúrbio metabólico.

Consideramos então a possibilidade de poder auxiliar essa Autarquia, tendo em vista a referência científica que nossa Associação dispõe, quanto a esclarecimentos relativos à efetiva utilização da TERMOGRAFIA INFRAVERMELHA pelo profissional fisioterapeuta, quando em contato com o CREFITO 8 para retirar dúvidas a respeito do tema.

Enquanto ABRATERM pelo seu Comitê de Fisioterapia, já presenciamos profissionais de fisioterapia fazendo uso do exame para fins não relacionados à nossa prática profissional, como por exemplo, diagnose estrutural/nosológica, e até mesmo relacionada a risco de doença oncológica ou doenças imunológicas relacionadas à alergia, representando atividade de outro profissional de saúde.

Certos de podermos contribuir, nos colocamos então à disposição para esclarecimentos e apoio técnico científico a esta Autarquia de eventuais situações que suscitarem dúvidas.

Atenciosamente e às ordens,

Dr Ricardo Wallace das Chagas Lucas

Presidente Comitê de Fisioterapia / ABRATERM

CREFITO 10 14404 F

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As pandemias de vírus têm surgido de tempos em tempos pelo mundo ao longo da história, sendo que no último século já ocorreram 3 vezes. Elas provocam difusão de doenças, grandes números de mortes, principalmente entre crianças e adolescentes, enorme distúrbio social, concentrado em apenas algumas semanas.

Atualmente, um dos assuntos mundiais mais comentados e preocupantes é a epidemia do Ebola. Uma doença altamente infecciosa, caracterizada por uma febre alta do tipo hemorrágica transmitida pelo vírus do gênero Filovírus que desenvolve seu ciclo vital em animais selvagens como morcegos. Segundo especialistas, a doença é transmitida para os seres humanos através do contato com o sangue e outros fluídos corporais desses animais ou por pessoas infectadas. Não há cura apenas soros experimentais e vacinas.

Estado de Emergência

O vírus é tão poderoso que pode se manter vivo mesmo após a morte de seu hospedeiro, uma das razões dessa resistência é que o Filovírus libera substâncias proteicas capazes de desabilitar o sistema de defesa do organismo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ebola mata até 90% das pessoas contaminadas.

Por conseguinte, após o surto de Ebola que aconteceu esse ano a OMS alertou estado de “emergência sanitária mundial”. Por conta disso, os aeroportos de alguns países instalaram equipes de saúde munidas de sensores térmicos infravermelho para detectar suspeitas da doença em pessoas provenientes de países afetados, reforçando as medidas de controle.

Os sensores térmicos infravermelhos fazem parte dos testes de diagnóstico rápido que ajudam a retardar ou limitar a propagação do vírus antes que um novo contágio ocorra, pela descoberta prematura da epidemia e fiscalização contínua de viajantes, instituição de medidas apropriadas, incluindo afastamento social, isolamento das pessoas infectadas, quarentena dos casos suspeitos de contágio ou tratamento com medicamento antivirótico.

Os aparelhos utilizados desde as primeiras epidemias do SARS em 2003 detectam o principal sintoma da doença Ebola, a febre alta, diferente da influenza, período em que a doença é altamente transmissível. O que torna o método mais importante no controle desta infecção. Sem contato, sem radiação e sem risco as pessoas, os aparelhos permitem a detecção da temperatura facial, quando elevada pode estar relacionada à febre, apontando assim para uma possível confirmação da infecção quando unidas à avaliação clínica e outros exames laboratoriais.

Atualmente os países que incorporaram esta tecnologia de diagnóstico rápido como EUA, Canadá, Inglaterra, México e países na África e Ásia se baseiam no relatório ISO publicado em 2009.Imagem3

A efetividade da inspeção pode ser melhorada adotando-se medidas de inspeção antes da partida, durante a viagem, e na chegada ao destino. Não somente em aeroportos, mas também hospitais e clínicas, incluindo salas de emergências; instalações de infra-estrutura crítica; lugares de trabalho; escolas; edifícios do governo, incluindo postos policiais e de corpo de bombeiros;  transporte público.

Os principais objetivos de planejamento contra a pandemia são: salvar vidas, reduzir o impacto na saúde provocado por uma pandemia, minimizar a interrupção dos serviços de saúde e relacionados (mantendo a continuidade dos serviços até onde for possível), reduzir os problemas sociais decorrentes de uma pandemia.

É importante lembrar que não somente Ebola, mas outros agentes biológicos ou bacterianos já apareceram e podem aparecer em surtos de rápida disseminação e maior escala, provocando pandemias muito maiores como: influenza, gripe suína (H1N1), gripe aviária (H5N1), SARS, tuberculose, Hantavírus, febre do Nilo ocidental, antraz, MRSA e outros. Todas essas doenças podem surgir de causas naturais, liberações acidentais ou até mesmo em decorrência de práticas terroristas.

Hoje não é possível diagnosticar todos os casos e nem impedir que se espalhe. Mas rastrear o vírus é possível, notificando os casos de febre e integrando informação para cuidados da vida humana. Entre abril a maio de 2003, mais 72.000 pessoas foram escaneadas em aeroportos em Taiwan. Destes, foram detectados 305 casos de febre (0,42%) pelo teste rápido de termografia infravermelha. Portanto, o rastreamento não se trata de medida de pouca eficácia, um caso detectado em um milhão é significativo no controle da disseminação.

Considerando o exposto acima e a experiência mundial publicada em literatura científica por pesquisadores de diversos países, a ABRATERM destaca a importância e recomenda o uso da termografia infravermelha, segundo normas ISO, para rastreamento de febre e controle da disseminação de agentes infecciosos de potencial epidêmico, recorrentes, sazonais ou emergentes.

 

Prof Dr Marcos Leal Brioschi

Presidente da ABRATERM

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Referências

  1. Priest PC, Duncan AR, Jennings LC, Baker MG (2011) Thermal Image Scanning for Influenza Border Screening: Results of an Airport Screening Study. PLoS ONE 6(1): e14490. doi:10.1371/journal.pone.0014490 http://www.plosone.org/article/info:doi/10.1371/journal.pone.0014490
  2. Relatório ISO/TR 13154:2009,Medical electrical equipment – Deployment, implementation and operational guidelines for indentifying febrile humans using a screening thermograph. http://www.iso.org/iso/news.htm?refid=Ref1224
  3. Chiu WT, Lin PW, Chiou HY, Lee WS, Lee CN, Yang YY, Lee HM, Hsieh MS, Hu CJ, Ho YS, Deng WP, Hsu CY. Infraredthermography to mass-screen suspected SARS patients with fever. Asia Pac J Public Health. 2005;17(1):26-8.
  4. Sun G, Saga T, Shimizu T, Hakozaki Y, Matsui T. Fever screening of seasonal influenza patients using a cost-effective thermopile array with small pixels for close-range thermometry. Int J Infect Dis. 2014 Aug;25:56-8.
  5. Ring EF, McEvoy H, Jung A, Zuber J, Machin G. New standards for devices used for the measurement of human body temperature. J Med Eng Technol. 2010 May;34(4):249-53.
  6. Chiang MF, Lin PW, Lin LF, Chiou HY, Chien CW, Chu SF, Chiu WT. Mass screening of suspected febrile patients with remote-sensing infraredthermography: alarm temperature and optimal distance. J Formos Med Assoc. 2008 Dec;107(12):937-44.
  7. Ng EY, Chong C. ANN-based mapping of febrile subjects in mass thermogram screening: facts and myths. J Med Eng Technol. 2006 Sep-Oct;30(5):330-7.
  8. Ng EY. Is thermal scanner losing its bite in mass screening of fever due toSARS? Med Phys. 2005 Jan;32(1):93-7.
  9. Chan LS, Cheung GT, Lauder IJ, Kumana CR, Lauder IJ. Screening for fever by remote-sensing infrared thermographic camera. J Travel Med. 2004 Sep-Oct;11(5):273-9.
  10. Ng EY, Kaw GJ, Chang WM. Analysis of IR thermal imager for mass blind fever screening. Microvasc Res. 2004 Sep;68(2):104-9.
  11. Kastberger G, Stachl R. Infrared imaging technology and biological applications. Behav Res Methods Instrum Comput. 2003 Aug;35(3):429-39.

 

Na ansiosa busca de soluções rápidas para seus problemas, o leigo muitas vezes se precipita à conduta médica e acredita que um exame pode ser a resposta definitiva para sua doença, apesar de entendemos perfeitamente que isto possa fazer parte do seu quadro clínico, este posicionamento incomoda e não está de acordo com a melhor conduta.

Agradecemos a sábia postura da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) pelo seu ponto de vista esclarecedor e concordamos quando aponta ao leigo de que o exame de termografia não é diagnóstico definitivo da fibromialgia, e sim complementar, e que “não há nenhuma evidência cientifica realmente válida sobre o assunto”. Com toda razão, o parecer fundamenta-se muito bem em artigos importantes da literatura científica e inclusive no parecer do CRMPR que esclarecem de que, como todo exame, a termografia é complementar e não definitiva. Como bem apontado no parecer “nenhum artigo da bibliografia coloca a termografia como definitiva para diagnóstico, exceto para dor miofascial, mas não para síndrome da fibromialgia”, assim como nenhum outro exame também não é definitivo até o momento. Ressalta-se aqui, a exceção para dor miofascial apontada no parecer da SBR, que faz parte do diagnóstico diferencial da fibromialgia, a qual o exame pode ter indicação nestes casos. O que torna, portanto, o diagnóstico definitivo da fibromialgia dependente de uma boa e correta avaliação clínica. Se tratando de perícia médica, que se pauta na documentação em busca da verdade a serviço da Justiça, tudo que puder corroborar para documentação desta avaliação clínica é importante para uma correta conduta pericial.

Concordamos plenamente de que, quanto à “questão pericial que vem sendo levantado nas questões feitas por leigos poderia estar influenciando na “legalização” do exame como diagnóstico, quando na verdade ele é apenas complementar”, uma vez que, todos os exames diagnósticos que constam na tabela de procedimentos médicos da AMB, apesar de seu valor legal para perícia médica, são somente complementares e para fins de documentação de um ou vários aspectos de uma determinada doença, e, portanto, também não definitivos.

O parecer ressalta também com propriedade e baseado em literatura, a importância de realizar o exame de termografia em “ambiente extremamente controlado”, pois “poderia haver interferência grave no resultado quando feito por outro profissional” que não seja habilitado em termografia ou esteja realizando em centro diagnóstico devidamente adequado ao exame, i.e., que não seja de referência. Hoje há curso de pós-graduação médica, de dois anos, oficialmente reconhecido, como o de Termologia Clínica e Termografia, chancelado e ministrado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, que forma profissionais adequadamente habilitados que podem conduzir este exame sob condições seguras para o diagnóstico complementar. Bem como, laboratórios de exame de termografia em instituições públicas e privadas de grande importância, como do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, Hospital Sírio Libanês e Hospital 9 de Julho em São Paulo e diversos outros em diferentes capitais de nosso país. Todos estes médicos termologistas, estão devidamente inscritos no Conselho Regional de Medicina, onde são fiscalizados regularmente quanto ao seu exercício profissional, bem como inscritos como membros titulares na Associação Brasileira de Termologia (ABRATERM), que procura instruir e preservar a boa conduta deste exame. Atualmente existe dentro da Associação Brasileira de Medicina Legal e Perícia Médicas, um Departamento de Termografia Pericial, que dá orientação frente às questões médico-legais que envolvam exame de termografia no Brasil e está a disposição para esclarecimentos nesta área às demais sociedades médicas e a sociedade.

Conclui-se, portanto, de que a termografia tem valor legal como exame complementar no diagnóstico clínico da fibromialgia quando realizada por profissional devidamente habilitado e em centro de referência, e de que o diagnóstico definitivo deve ser corroborado pela correta avaliação clínica que pode ou não, conforme a indicação médica, utilizar a termografia para averiguar a dor miofascial associada à fibromialgia ou seu diagnóstico diferencial com outras doenças, uma vez de que se trata de exame para este fim.

Esclarecendo assim, todas as questões colocadas pela SBR, agradecemos a admirável conduta tomada pela mesma e ficamos a disposição para qualquer dúvida referente ao assunto,

Dr Marcos Leal Brioschi

Presidente da Associação Brasileira de Termologia Médica (ABRATERM)

 

Referências bibliográficas

  • Parecer da Comissão de Dor, Fibromialgia e Reumatismos de Partes Moles – SBR.
  • Parecer CRMPR referente Termometria Cutânea
  • DEPARTAMENTO DE TERMOGRAFIA PERICIAL MÉDICA DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE MEDICINA LEGAL E PERÍCIAS MÉDICAS
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Vídeo conferência

Video-conferência a respeito da termografia como exame complementar e não definitivo para diagnóstico da fibromialgia.

Local: Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, Brasília, 09 de maio de 2013.

PARECER SOBRE FIBROMIALGIA

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A ABRATERM

A Associação Brasileira de Termologia (ABRATERM) é uma entidade sem fins lucrativos fundada com finalidade de Regulamentação Profissional, Pesquisa, Divulgação e Educação em Termologia e Termografia.

É uma organização reconhecida e legitimada que une os profissionais interessados na área em parceria com outras Associações, Institutos e Fundações de diferentes especialidades médicas e do campo da Saúde, tanto nacionais quanto internacionais.

A ABRATERM conta com estrutura própria para desenvolver projetos e campanhas com órgãos governamentais, associações e empresas interessadas em propiciar saúde e desenvolvimento.

A ABRATERM se preocupa em atender as necessidades dos profissionais ligados à área de Termologia e Termografia, promovendo o intercâmbio técnico-científico entre seus membros no Brasil e no mundo. Além de responsável pela certificação em Termologia e Termografia na área de saúde no Brasil, promove e fomenta publicações científicas e institucionais por meio da Revista PanAmericana de Termologia Médica (PanAmerican Journal of Medical Thermology) e Congressos Nacionais e das Sedes Estaduais pelos respectivos Departamentos Científicos.
Busca também conferir qualidade profissional facilitando interface entre especialistas e pacientes.

No site, os membros da ABRATERM possuem uma área restrita onde podem acessar material científico, literatura atualizada e comentada, consensos e diretrizes, boletim informativo e consultar endereço e telefone de colegas em todo o Brasil.